segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Defesa da Legalização das Drogas
domingo, 5 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O Natal de Alfredo Corriqueiro
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
"O homem tem de se horrorizar consigo mesmo para chegar ao bom caminho"
"A menor força de amor já é maior do que o maior potencial de destruição".
"Eu creio! E no próprio ato de fé está incluído que isso vem d’Aquele que é a própria razão. Ao começar por me submeter com fé Àquele que não compreendo, sei que é precisamente assim que abro a porta para a verdadeira compreensão".
"Cada ser humano vive interiormente uma tensão entre múltiplos pólos [...]. Porque também os interesses que se tem, os talentos e a ausência deles, os conhecimentos e os desconhecimentos, a fé da Igreja no seu todo, não coincidem simplesmente de modo automático. Há, pois, em cada ser humano, também em mim, uma tensão interior. Mas não lhe chamaria dilaceração. Crer com a Igreja e o fato de saber que posso confiar neste saber, que os conhecimentos restantes recebem luz dele e, por outro lado, podem aprofundá-lo, isso é consistente. Sobretudo acontece que o ato fundamental de fé em Cristo e a tentativa de, a partir dele, dar unidade à vida harmonizam as tensões, de modo que não se tornem uma dilaceração, uma ruptura".
"Nessa medida, precisamos outra vez dessa confiança originária, que, em última análise, só a fé pode dar: que, no fundo, o mundo é bom, que Deus está presente e é bom. Que é bom viver e ser humano. Daí vem também a coragem para alegria, que, por sua vez, leva a que outros se alegrem e possam receber a Boa Nova".
"Creio firmemente que Deus de fato nos vê e nos deixa a liberdade – e, contudo, também nos conduz. [...] Isso significa que a minha vida não é composta de acasos, mas que Alguém prevê e anda, por assim dizer, na minha dianteira, antecipa-se ao meu pensamento e prepara a minha vida. [...] No entanto, isso não significa que o Homem seja completamente determinado, mas sim que esse destino é precisamente um desafio à sua liberdade. [...] Em todo caso, cada um tem a sua missão, o seu dom especial, ninguém é supérfluo, ninguém existe em vão. Cada um tem de procurar perceber qual é a sua vocação, e como responder melhor ao apelo que lhe é feito".
"A arte é fundamental. A razão sozinha, como se exprime na ciência, não pode ser toda a resposta do Homem à realidade e não é capaz de expressar tudo o que o Homem pode, quer e deve exprimir. Penso que Deus pôs isso no Homem. A arte é, com a ciência, o maior dom que Deus deu ao Homem".
"O Homem perde a própria dignidade quando não é capaz de conhecer a verdade; quando tudo não passa do produto de uma decisão individual ou coletiva".
"Digamos que a vida não é feita de contradições, mas de paradoxos. Uma alegria baseada num fechar de olhos perante os horrores da história acabaria por ser uma mentira ou uma ficção, uma maneira de fugir à realidade. Por outro lado, quem já não é capaz de ver que o Criador também transparece num mundo mau acaba por deixar de poder existir, torna-se cínico, ou então tem de se despedir da vida. [...] Precisamente quando se quer resistir ao mal, é tanto mais importante não cair num moralismo obscuro, que já não pode alegrar, mas que se veja realmente quanto há de belo, e que assim também se possa resistir ao que destrói a alegria".
"[...] o homem é um ser moral, responsável por si mesmo e pela humanidade, mas também é um ser que só pode receber de Deus os recursos para avançar".
"Mas é precisamente na arbitrariedade que a vida se torna vazia. A vida é séria demais para um mero jogo, em que somos confrontados com a morte e com o sofrimento. O Homem pode perder a própria identidade, mas não pode desfazer-se da própria responsabilidade, e, com ela, o seu passado sempre o alcança".
"Porque se não existe disponibilidade para uma subordinação a um todo conhecido e para se colocar a si mesmo a seu serviço, não pode haver uma liberdade comum; a liberdade do Homem é sempre liberdade partilhada. Tem de ser levada em conjunto e exige, por isso, o serviço. Claro que essas virtudes (o dever, a obediência e o serviço), se quisermos chamá-las assim, também podem ser mal empregadas, quando são atribuídas a um sistema errado. De um ponto de vista formal, não podem ser boas em si, senão quando ligadas ao fim para o qual estão orientadas. Esse fim, no meu caso, é a fé, é Deus, é Cristo, e assim tenho, em consciência, a certeza de que estão no lugar certo".
Sobre o casamento: "[...] encontramos a questão de uma decisão de vida definitiva no centro da própria personalidade: posso dispor já hoje, digamos, aos vinte e cinco anos, de toda a minha vida? É algo que se amolda ao Homem? Será possível agüentar isso e crescer vivamente e amadurecer _ ou não tenho antes de me manter constantemente aberto a novas possibilidades? No fundo a questão é a seguinte: faz parte do Homem a possibilidade do definitivo no âmbito central da sua existência? Pode suportar uma ligação definitiva, precisamente na decisão relacionada com o seu modo de vida? Diria duas coisas: Ele só pode isso quando se encontra realmente num grande enraizamento de fé; e, segundo, só então ele chega à forma plena do amor humano e da maturidade humana. Tudo o que não é casamento monogâmico é de menos para o Homem".
Sobre o sacerdócio: "Em Santo Agostinho pode-se ver isso muito bem. [...] que, na realidade, estava constantemente ocupado com as coisas do dia-a-dia, a lavar os pés ao próximo, e que estava disposto a desperdiçar, por assim dizer, a sua grande vida no que é pequeno, mas sabendo que desse modo não a desperdiçava. [...] Quando é corretamente vivido, não pode significar que se chega, finalmente, aos lugares de decisão do poder, mas que se renuncia a projetos de vida próprios e se põe ao serviço".
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
"Quanto mais revoltado contra o mal no mundo o sujeito está, mais mal ele vai fazer"
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
The Big Pussy
É o fim da picada! (Desconfio que esteja sob o efeito da leitura do “Imbecil Coletivo”: tolerância zero). Ah, tenha dó! O cara me expõe uma “big pussy” na Bienal e tem a coragem de chamar essa merda de arte. Não tem paciência que dê conta de interpretar a tal da instalação! O pior é que tem gente que tem coragem de levar os filhos para apreciar: que beleza! A família inteira, juntinha, penetrando o vaginão! Depois o professor de constitucional, pós-moderníssimo, vem contar que na Holanda foi fundada a Igreja do Culto ao Cigarro e aos deuses da fumaça (alguma coisa assim), para fugir da lei anti-fumo, afinal de contas está garantida a liberdade de culto e religião. Pode acreditar? Acho ótimo, inteligentíssimo por parte dos holandeses... Afinal, o que fizeram foi bastante lógico, segundo a lógica ilógica do oba-oba relativista. Ora, se toda opinião, qualquer que seja, tem o mesmo valor, porque não? Aliás, de fato não existe diferença nenhuma entre a Unip e a Universidade de Oxford, entre o Pão de Açucar e o mercadinho aqui perto de casa, entre o papel do homem e da mulher... É tudo a mesma coisa... E ai de quem disser que não! E tem mais... Hoje em dia tornou-se preciso fazer uma advertência aos pais. Srs. Pais: comunicamos que nem todos os filhos nasceram para serem líderes. Não se desesperem se o seu filho for imperfeito: isso é normal! Eu fico aqui quieto, pensando que se todo mundo for líder, não vai mais haver líder nenhum. Sim, porque hoje em dia está todo mundo querendo ser líder e sonhando com a gerência. Além de ser rico, bonito, bem sucedido e absolutamente feliz. Estamos fabricando uma horda de frustrados... Converse com um jovem. A chance dele reclamar da própria vida é de 9 em 10. Por quê? Simplesmente porque o mundo em que ele vive é como político populista: promessas irreais e, obviamente, não cumpridas, com uma boa dose de subterfúgios carismáticos e esmolinhas ao gosto popular. O sujeito abraça a causa, sem nem desconfiar que é justamente daí que brotam todos os seus males: luta, luta, sonha, perde a vida a procura de algo que simplesmente não existe! Sobra a desilusão... e o ressentimento invejoso (porque, querendo ou não, existem sim pessoas muito bonitas, existem líderes verdadeiros e também os que conseguiram enriquecer... e daí?). É vergonhoso, irritante, triste pra valer. E tem paciência que dê conta? Não tem. Já tentou conversar com louco de hospício? No fim da conversa ele continua louquinho como sempre, nem se abala, e você sai se perguntando se o louco não é você... E se não tomar cuidado acaba se convencendo que “aquele” mundo existe de verdade. Então meus caros, na base do diálogo não funciona, não. Com louco só tem um jeito de lidar. Você pode até respeitá-lo, com uma boa dose de piedade, inclusive. Mas deve deixá-lo quietinho no canto dele, falando sozinho (ele não vai nem perceber), enquanto você cuida de tocar a vida para frente. Sim, minha gente, tocar a vida pra frente! E com os pesinhos no chão! Está na hora de acertar o prumo, de pôr o navio na direção correta! Sim, existe sim uma direção correta e outra incorreta, como existem o bem e o mal e a gente pode sim errar... E errar feio... E se dar muito mal por isso! Santa paciência! Santa paciência!